Cleopatra (1934) de Cecil B. DeMille

Cleopatra (1934) de Cecil B. DeMille

Mesmo sendo um diretor do espaço/da matéria/da forma, DeMille tem total controle figural de tudo que é posto em cena. Personagens estão sempre comentando o futuro, o passado, o que e quem está fora de campo, o presente não é tema; todos contribuem com a mitificação pela palavra, menos Cleopatra. 

Cleopatra soluciona seus problemas com o presente, com a presença, e, quando não tem infortúnios, se deleita em espetáculos maximalistas que exalam presença e sensualidade. Apenas ela tem controle do tempo, sem preocupações e sempre segura. Inclusive, logo no início do filme, Cleopatra é jogada no deserto e ameaçada, na cena seguinte, a rainha volta de surpresa embrulhada em um tapete e com uma entrada triunfal. Na cena seguinte, ela está junto à Julio César, percebe um assassino escondido atrás da cortina e mata-o. 

Cleopatra tem total domínio do espaço e transcende o tempo; a rainha da presença.

por Gabriel Linhares Falcão

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