Under the Silver Lake (2018) de David Robert Mitchell

Under the Silver Lake (2018) de David Robert Mitchell

A linguagem exagera as “normas” do cinema clássico hollywoodiano. Toda cena é filmada como o ápice de um filme de 40/50 americano. Uma troca de olhares é amor à primeira vista, um plano ponto de vista é motivo de suspense, uma festa é um evento monumental… Essa premissa do exagero na forma não se esgota porque equilibra o excesso de verborragia e soluções non-sense. 
A morte do cinema clássico hollywoodiano é subtexto do início ao fim, que se espelha na linguagem em referências hiperestilizadas à Hitchcock, Hawks, Tourner, noir, melodrama, horror… Não é à toa que, junto ao surreal non-sense, o todo fica com uma cara de David Lynch.

Não sei se o lugar é famoso em Los Angeles ou se já foi usado em algum outro filme, mas a cena que o protagonista encontra o compositor, e toda a superficialidade da cultura pop é revelada, foi gravada na mesma locação de The Neon Demon; um dos filmes mais superficiais e hiperestilizados da atualidade.

por Gabriel Linhares Falcão

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