Rostos (1968) de John Cassavetes

Rostos (1968) de John Cassavetes

O filme segue uma lógica cubista; vemos os personagens de diversos ângulos em um pequeno espaço de tempo. Isso também se aplica às falas: ironias, piadas, mentiras, cantadas, charmes, brincadeiras, ameaças, sacanagens e por fim, a verdade. A soma desses retratos nos leva a verdade, a sinceridade; os conhecemos de todas as formas, de todos os ângulos, entendemos melhor o todo que os fragmentos carregados de falsidade. Camadas e camadas de encenações cotidianas; um teatro de máscaras que é aos poucos destruído pelas verdades reveladas pelo corpo.

por Gabriel Linhares Falcão

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