Gran Torino (2009) de Clint Eastwood

Gran Torino (2009) de Clint Eastwood

A cultura do território voltando-se contra si própria, firmando-se como o oposto do que sempre defendeu: a família. A bandeira americana na porta de casa está caindo e o cuspe do oeste não tem mais força. 

Gran Torino tem como espaço cênico principal as duas casas vizinhas, e o espaço além como uma zona de perigo. Neste além, a confusão procura os dois jovens e Eastwood procura a confusão. Por mais que haja duas casas, a delimitação do território cênico impõe aos personagens a união. Os três dividem o espaço de conforto daquele real cinematográfico mesmo que em propriedades separadas. A segurança não está nas casas, mas sim no espaço cênico. A união é uma imposição incontornável; a natureza da atração visa a harmonia de cada indivíduo consigo mesmo por meio de suas relações.

Os filmes de Eastwood alcançam a catarse em uma escalada ao equilíbrio. Rumo à harmonia nas relações e à paz do espírito com suas dívidas materiais.

de Gabriel Linhares Falcão

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